O teste de fogo para o Home office

Dalton Locatelli

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O surto do coronavírus e as fortes chuvas em São Paulo hoje expõem ainda mais a necessidade de adoção de Home Office em algumas atividades para garantir a produtividade das empresas em situações adversas.

Na China, este é um momento em que o Home Office tem ganhado escala por conta da crescente epidemia de coronavírus e é um teste real para que o mundo veja a capacidade de adaptação e qualidade do trabalho exercido deste modo.

Em São Paulo, hoje dia 10 de fevereiro de 2020, vivemos um verdadeiro caos ocasionado pelas chuvas e este fator faz crescer nas empresas o interesse em criar políticas para este fim, para garantirem a rentabilidade de seus negócios.

Hoje li no jornal Valor Econômico uma matéria falando que, por unanimidade, a 3ª Turma do TRT-SP livrou a Gol de reembolsar gastos apresentados por uma ex-funcionária para fazer seu trabalho em casa. É a primeira decisão de 2 instância sobre o assunto após a entrada em vigor da reforma trabalhista, em 2017 e indica que as empresas de São Paulo ganham mais um argumento para incentivarem a criação de políticas para o exercício do trabalho doméstico.

Não somente no mundo, como no Brasil a matéria do Valor ainda expõe que “Segundo estudo da SAP Consultoria em Recursos Humanos, o número de empresas que adotam o trabalho em casa no país cresceu 22% entre 2016 para 2018. Das 315 companhias que participaram do levantamento, 45% já adotavam essa prática e 15% avaliavam sua implantação”.

Esta é uma excelente alternativa para a resolução dos problemas de mobilidade urbana enfrentados atualmente pelas grandes metrópoles e traz qualidade de vida aos profissionais que hoje enfrentam rotinas de grandes distâncias para o deslocamento aos seus trabalhos. Além do que, dias como o de hoje impactam diretamente na produtividade das organizações e, ter profissionais atuando de maneira emergencial em suas residências traz mais segurança às organizações.

Ainda temos muito que amadurecer no país sobre a regulamentação para a prática desta atividade, mas a decisão do TRT de São Paulo traz grandes oportunidades para a ampliação de discussões neste sentido.

*Dalton Locatelli é CEO da HLB Brasil.

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