Inovação: pilar para a recuperação das organizações em tempos de crise

Por Dalton Locatelli

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Além do crescente número de casos de contágio do novo coronavírus, outro fator que está causando grandes preocupações para as empresas é a crise econômica que bate em nossas portas.

Em situações como essa, é comum agirmos de maneira pessimista sobre o futuro, principalmente quando somos bombardeados com informações sobre o PIB negativo, as demissões em massa e a perspectiva da maior recessão econômica dos últimos tempos.

Porém, devemos levar em conta que grandes modelos de negócios, como Uber e Airbanb surgiram como consequência da crise de 2008 e, como eles, tantas outras inovações ganharam espaço através de cenários semelhantes.

A definição mais próxima para inovação é a busca do sucesso por meios de práticas e ideias que ainda não foram exploradas, sendo o cenário de crise o mais propenso ao desenvolvimento de novas ferramentas, novos princípios e até mesmo soluções, proporcionando abertura para o surgimento de novas empresas.

Agora é o momento perfeito para as organizações mostrarem o seu grande diferencial, conseguirem desenvolver novas soluções e, em alguns casos, reinventar completamente a estrutura de trabalho.

Atualmente, estamos presenciando empresas e estabelecimentos comerciais dependerem de aplicativos digitais e do modo de venda por e-commerce por conta do isolamento social imposto e, por isso, estão utilizando a tecnologia como aliada para continuarem produzindo e permanecerem com “portas abertas”.

Consequentemente, as empresas que utilizam o modelo tradicional de venda ou entrega de soluções, foram condicionadas através da alteração de sua rotina de trabalho, a se concentrarem em respostas inovadoras, podendo muito bem, manter o método como modelo integrado em seu plano institucional para o futuro, sendo eles a utilização de aplicativos, o e-commerce junto com o marketing digital, as redes sociais ou até mesmo o home office. As oportunidades são diversas e quem possui criatividade e está aberto a mudanças, acaba saindo na frente.

Analisando o cenário da inovação no Brasil, na última pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em abril desse ano, mostrou que o país apresentou queda nos investimentos empresariais em inovação, com recuo de 0,58% para 0,50% em comparação aos anos anteriores.

O resultado do Ipea chegou justamente em que o núcleo empresarial do Brasil e do mundo está passando por mudanças e se escorando em dois grandes pilares – a inovação, como já foi citado anteriormente, e a tecnologia. O que pode causar variações nesse número em pesquisas futuras.

Para demonstrarmos a importâncias dessa base para o funcionamento satisfatório das organizações, podemos citar dois grandes nomes que são destaques nesses dois pilares: o Google, a maior empresa de serviços on-line e softwares do mundo e a Amazon que reinventou completamente o modelo de venda e transporte de produtos.

Ambos obtiveram crescimento constante nos últimos anos, conseguindo driblar a crise e continuar prosperando com os seus serviços, entregando valor aos seus clientes e as suas necessidades, desenvolvendo, portanto, proximidade com o público e reconhecimento da marca, o que são fatores importantes para o posicionamento de uma organização em tempos de crise.

Para concluirmos, nos últimos anos, o termo resiliência foi demasiadamente empregado para expressar quando um indivíduo passa por mudanças importantes e resiste a pressão de situações adversas. Não existe expressão melhor para descrever a posição das empresas nesse momento.

É tempo para ser resiliente, para aprender com as adversidades, reestruturar e seguir em frente. Estamos passando por uma evolução, nada será como antes, e é importante aproveitar as oportunidades que podem surgir e usufruir das ferramentas que estão à disposição e que podem ajudar a encontrar o melhor caminho para sair desse momento turbulento.

Dalton Locatelli é CEO da HLB Brasil






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