Diversidade organizacional: as dificuldades das mulheres no ambiente profissional e o retrocesso com a pandemia

Por Madeleine Blankenstein

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Que a diversidade é necessária e propícia para as empresas que utilizam esse critério como política organizacional, já é um dado conhecido e aceito. Mesmo no Brasil, normalmente menos propenso a ocupação de cargos de liderança por mulheres, esta prática já está mais disseminada.

 

Sim, é fato que o número de mulheres CEOs em corporações ainda é mínimo, ainda mais mulheres negras, porém, o Brasil vem se desenvolvendo em atrair e reter mulheres para os quadros corporativos, além de estruturar uma maior consciência da necessidade de se ter um quadro de profissionais diversos, e a importância de criar mais oportunidades de estudo e trabalho no ramo das ciências para o público feminino.

 

Contudo, o atual cenário criado pela pandemia da COVID-19 e o isolamento social, pode ter gerado um retrocesso nesse caso. Através do trabalho remoto, a pressão social que infelizmente está enraizada em nossa sociedade, cai com mais intensidade nas mulheres que, de acordo com estereótipos, devem se dedicar exclusivamente aos afazeres da casa, cuidar e ser educadora dos filhos, além de manter o desempenho profissional eficaz.

 

O acúmulo dessas funções e a pressão descomunal, resulta em pessoas cansadas e desgastas, isso sem levar em conta, que o índice de violência doméstica e feminicídio obteve um aumento considerável nesses últimos meses, gerando um desgaste emocional maior para algumas mulheres.

 

Ainda temos um caminho extenso para desenvolver um ambiente de trabalho satisfatório, confortável, de diversidade e inclusão, principalmente para o público feminino, porém é importante lembrar que estamos no caminho de uma reestruturação do trabalho e que podemos transformar esse ambiente em um local acolhedor e que valoriza a capacidade do profissional e, principalmente, as suas necessidades e dificuldades.

 

Nesse aspecto, está claro que o importante é possuir competências tanto técnicas, como “soft”, e é desse cenário, que a diversidade se beneficia, pois as habilidades se tornam mais relevantes do que gênero, etnia, educação, idade ou orientação sexual.

 

Devemos continuar nos dedicando para transformar um Brasil mais inclusivo e diverso, respeitando as diferenças, aplicando a empatia nas organizações e combatendo os estereótipos e pensamentos retrógados, apoiando os seus profissionais em momentos de mais dificuldades, como essa que estamos vivenciando atualmente.

Madeleine Blankenstein é sócia de relações institucionais da HLB Brasil.

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