Futuro do varejo: a adversidade pode gerar soluções promissoras

Por Madeleine Blankenstein

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Conforme dados divulgados recentemente pelo IBGE, as vendas do comércio varejista tiveram alta de aproximadamente 13,9% no mês de maio, porém com avanço insuficiente em relação à perda do setor nos meses anteriores.

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus e, consequentemente, o isolamento social, o hábito de consumo das pessoas passaram por mudanças. E para acompanhar esse processo, os comércios tiveram que alterar a sua forma de funcionamento de acordo com as exigências desse período turbulento.

Para continuarem gerando renda e movimentar o setor financeiramente, muitos comércios varejistas migraram para a venda por e-commerce e começaram a conquistar novos consumidores a partir da experiência digital de consumo.

Se anteriormente as compras on-line já estavam em crescimento constante, com o isolamento os dados ficaram ainda mais favoráveis. Ainda de acordo com os dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foram encontrados aumentos expressivos nas vendas de móveis e eletrodomésticos (47,5%), na categoria de uso pessoal e doméstico (45,2%), além na venda on-line de produtos de supermercado.

A Receita Federal também apresentou que o faturamento real do e-commerce apresenta crescimento constante nos últimos meses, com avanço de 39% em relação ao mesmo período do ano de 2019.

Podemos afirmar que essas mudanças de consumo serão algo cada vez mais recorrentes, fazendo com que os varejistas adequem a venda de seus produtos através da modalidade figital, conjunção do mundo físico e o digital.

Nesse cenário, o setor deve consolidar ainda mais a fidelidade do seu consumidor, principalmente ao analisarmos que com as vendas on-line existem mais opções de compras e concorrência maior.

Por isso, é importante que o comércio varejista se adapte as novas demandas com posicionamento de marca assertivo no mundo digital, principalmente com as redes sociais, oferecendo entrega rápida de seus produtos e visibilidade de

estoque em tempo real, comunicação rápida e acesso aos principais meios de contato para feedback, dúvidas e soluções, investindo e gerando a inclusão de novos clientes em seu marketplace.

Como abordado anteriormente, o principal contratempo no processo de venda será a busca pela lealdade do consumidor. Por isso, as marcas e varejos devem procurar impulsionar e melhorar a experiência de compra, principalmente com os meios digitais e a personalização dos atendimentos.

Com as informações apresentadas pelo ambiente digital, as marcas possuem a vantagem de compreender as necessidades, gostos e escolhas do possível comprador, o que facilita o processo final de compra e agrega na assertividade na captação de novos clientes, tornando uma característica fundamental que não era possível ser realizada com as vendas presenciais e que deve ser aproveitada pelos donos de varejo.

Sabemos que mudanças serão inevitáveis em diversos setores econômicos em nossa sociedade e por isso, é essencial aproveitar esse momento para gerar aspectos inovadores para os seus negócios, tirando da adversidade experiências que podem agregar cada vez mais no crescimento da marca, serviço ou comércio.

Madeleine Blankenstein é sócia de relações institucionais da HLB Brasil.

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