Diversidade e inclusão em tempos de pandemia

Por Madeleine Blankenstein

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A pandemia causada pelo novo coronavírus nos faz ter um novo olhar para a realidade da diversidade e inclusão nas empresas brasileiras.

Estamos passando por uma transição no ambiente de trabalho através da inserção do modelo de home office, ocasionado pelo isolamento social, além dos novos valores buscados na contratação de profissionais.

Mesmo com a eminência da crise, podemos ter uma perspectiva das mudanças que ocorrerão no mercado de trabalho, ampliando a concorrência e desenvolvendo oportunidades de inclusão para diversas áreas. Com isso, podemos voltar nossa atenção para grupos que, infelizmente, podem ter sido negligenciados no meio profissional.

Com as mudanças do ambiente profissional e, consequentemente, do mercado de trabalho, os profissionais com deficiência que antes tinham dificuldade de se locomover para o trabalho, se adaptar as condições nem sempre apropriadas dos locais, ter acesso fácil à alimentação, comércios e transportes públicos, agora podem ter alcance à oportunidades que proporcionam um ambiente apropriado e familiar.

Em um outro lado, infelizmente, existe uma certa resistência na busca de novos profissionais. Atualmente a procura é por colaboradores jovens e que tragam uma dinâmica diferente e moderna para as empresas. Porém, se antes havia dificuldades de oferecer oportunidades para talentos diversos, como profissionais mais experientes, agora podemos esperar a inclusão de profissionais observando aptidão em termos técnicos e soft skills.

Um ponto positivo para a inserção de profissionais que possuem mais tempo no mercado, é a probabilidade de já terem passado por crises econômicas, por exemplo o plano Collor ou a inflação de 1000%, e por isso, possuem mais experiência e resiliência ao lidar com crises em geral.

Além dos profissionais que possuem algum tipo de deficiência e aqueles que possuem ampla experiência, devemos voltar um olhar especial para as mulheres, outro grupo que, apesar do empoderamento na área profissional e na sociedade, ainda sofrem com a falta de equidade de gênero nas corporações.

Porém, elas estão provando, cada dia mais, que conseguem acumular várias atividades, cuidar da casa, dos filhos, parceiros e o trabalho propriamente dito, e ainda assim, desempenhar bem suas funções. Possuindo competência para delegar e liderar equipes.

Com o cenário da pandemia, as organizações estão mais focadas em resultado e reconhecem, principalmente, o desempenho para a continuidade e desenvolvimento das empresas.

Diversidade e inclusão não devem ser somente uma bandeira, mas sim, uma necessidade real de, em tempos de crise, termos dentro de ” casa” os melhores talentos, não importando a idade, o diploma, o sexo, ou a aparência. São esses talentos que demonstram gratidão, e ao mesmo tempo, comprometimento, “vestindo a camisa” e dando o melhor de si para a organização que lhes proporciona oportunidades de trabalho.

Madeleine Blankenstein é sócia de relações institucionais da HLB Brasil.

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